Tínhamos acabado de acordar, e ainda estávamos esparramados pela cama. Ela estava com um olhar miúdo e fraco, mas ainda assim, linda!- Tenho muitas vontades, sabe? - ela me disse de repente, fitando o nada.
- Mesmo? Vontade de quê?
- Agora, por exemplo, estou com uma vontade descomunal de um prato de feijão com arroz.
- Ah, você acordou com fome! Vou fazer alguma coisa pra gente.E logo fui afastando o lençol para me levantar e ir à cozinha. Ela não deixou. Deitou-se em cima de mim, e apoiou seu queixo no meu peito.- Tenho muita vontade de você também. Pode isso ser fome também?
- Pode. E acho que o feijão com arroz pode esperar, não pode?
- Pode - ela riu.
“O melhor de tudo é o que penso e sinto , pelo menos posso escrever; senão, me asfixiaria completamente.”
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
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