“O melhor de tudo é o que penso e sinto , pelo menos posso escrever; senão, me asfixiaria completamente.”
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Sabe de uma coisa, eu jamais acreditei na palavra “fim”, parece ser uma palavra de um significado que só existe no dicionário. Quando no final de um filme ou de um livro, termina com a palavra “fim”, perde toda a magia da história, não acredito que algo, mesmo que fictício tenha um fim. Em desenhos animados quando termina com a frase ” E foram felizes para sempre.” me faz rir e as vezes chorar. Como posso acreditar em um fim que diz que tudo continuou perfeito para sempre? Não faz sentido, não é algo bom isso, a felicidade “para sempre” não é bom! Pois, sem a tristeza não crescemos, sem dor não saberíamos como é se sentir sobre uma nuvem. E assim é comigo e com você. Não acredito que já temos chegado ao nosso fim. Eu e você sofremos tanto, para ter 10 minutos de felicidade para depois nos separar, e dizermos que somos “felizes” sem o outro? Tudo bem, estamos nos virando sem ter o outro. Mas e ai? Essa não é nossa história, pelo menos não aquela que vivemos durante anos. Eu posso afirmar que ainda estamos ligados, que nosso fim não existe, nada tem fim, tudo é eterno, tudo sempre esta vivo, mesmo que pareça morto.
Eu me prometi liberdade, mas quando tive a chave de minhas algemas eu simplesmente escolhi a jogar fora. Eu não quis me ver livre dessa paixão que muitas vezes me fez pensar que a loucura havia me tomado. Eu sou um masoquista, eu me faço chorar por te amar. Eu me jurei muitas coisas além disso, mas nenhuma eu consegui cumprir, mas também quando pude eu escolhi não cumprir. Agora eu não consigo mais crescer, você virou minha medicina, minha droga. Se eu pudesse eu te mataria, só para poder morrer de vez. Você veio passou por mim e dobrou a esquina, e eu sei que você está na próxima curva, mas não posso continuar sabendo que você pode estar me esperando ou me esquecendo. Eu acho que eu me algemei sozinho, eu escolhi isso, eu escolhi você desde sempre, e em você eu me prendi, mesmo sabendo que nunca mais seria livre. Não temos uma música mas toda música eu faço ser nossa, eu faço que ela e outros momentos existem em minha mente. Eu já desisti, eu já percebi que meu passado, meu presente e meu futuro se resume a nós. O seu nome eu não revelo a ninguém, o seu nome meu coração trancou tão profundamente, que chega a ser um segredo de nós.
domingo, 1 de abril de 2012
“Minha vontade agora é te ligar, sem dizer que estou com saudade, sem te pedir para ficar, evitando qualquer constrangimento. Ligar e, sem pensar, dizer que amo. Que amo o seu silêncio quando ele fala por nós dois, que amo a sua risada quando ela nos rejuvenesce; que amo, e muito, o seu olhar quando ele invade minh’alma. Ligar e esquecer os meus e os seus defeitos, tornar-me a antiga menina que conheceu, e despejar minha aflição por ter que te ver de longe; e não poder tocar. Não poder sentir seus pêlos ouriçarem depois de um abraço forte ou ter que conviver com a distância. Ligar sem esperar que você retorne se a ligação cair, e não te deixar falar. Não te deixar pensar em outra coisa. Não te deixar disfarçar o riso, ou segurar o choro. Sem dar tempo para que pense, que planeje alguma forma de sair dali. Eu não daria pausas, nem perguntaria se está ouvindo. Sua respiração abafada responderia. Eu poderia sentir você do outro lado da linha, torcendo para que dessa vez desse certo. Para que eu não fraquejasse novamente. E eu resistiria, até o fim. Sem soluçar, sem esquecer, sem enrolar a língua. Falaria muito, durante um bom tempo. E você ouviria quieto, sem demonstrar nenhuma reação. E então, ficaria tranquilo. Sabendo que finalmente, palavra por palavra, entreguei-me por completo à você.”
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
— E aí, véio?
— Beleza, cara?
— Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
— Quer conversar sobre isso?
— É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
— Como assim?
— Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
— Nunca.
— Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
— Como assim, véio?
— Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
— Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
— Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
— Tipo o quê?
— Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
— Caramba! Mas por que ela fez isso?
— Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
— Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
— E sabe a Francisca ali da esquina?
— A Dona Chica? Sei sim.
— Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
— Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
— Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe mesmo… Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
— Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
— Mas é ruim saber que o casamento deles não está dando certo… Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele passar desfilando e tal.
— Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
— É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo, ela disse que a vizinha cria perereca na gaiola… já viu… essa rua só tem doido…
— Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
— É mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
domingo, 25 de setembro de 2011
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